O Sindicato dos condutores autônomos de Feira de Santana – SINCAVE existe há 36 anos têm 1.000 taxistas associados, de um total de 1.350 existentes na cidade. Números que impressionam. Mas só impressionam. Se não fosse a alta inadimplência. Apenas 20% dos associados pagam regularmente a sua mensalidade com a instituição, hoje no valor de R$ 20.
Com uma receita cada vez menor, o sindicato pede socorro.
Mas nem sempre foi assim. Na década de l980 o associado participava ativamente, chegando a comprar uma sede própria. O sindicalizado tinha: Atendimento médico e odontológico, barbeiro e oficina de taxímetro. Com o encolhimento de receita, a sede se mantem e os outros serviços são precários ou deixaram de existirem. Isso contribui ainda mais para os que hoje pagam comecem a se afastar da sua entidade.
Um dos pontos apresentado pelo presidente do Sincave, Liomar Ferreira, para a inadimplência, é o surgimento das centrais de rádio. No total de seis em Feira de Santana.
O taxista se associa a elas pagando até R$ 80 mensalmente, não tendo condições de também pagar o sindicato. Ao optar pela central de rádio, o associado tem o cliente quase à “mão”. O processo é simples: A central recebe ligações de vários passageiros que quer um táxi em determinado local. Imediatamente o operador entra em contato direto com o associado que esteja próximo do local fazendo com que ele atenda ao passageiro, o que seria quase impossível se ele não tivesse esse apoio da central.
A comunicação do sindicato com os associados não é constante. Não existe um veiculo de comunicação entre a diretoria e os taxistas, “a comunicação se faz boca a boca, nos pontos de táxi espalhados pela cidade”, diz o presidente do Sincave, Liomar Ferreira, que recentemente completou 28 anos como presidente da entidade. Além da comunicação “boca a boca” a diretoria usa os programas jornalísticos das emissoras de rádio para “mandar recados e convidar o associado para algum evento” explica o presidente. No passado a entidade chegou a ter o boletim informativo “mas não durou muito” disse Liomar.
A alta inadimplência é também explicada por outros vieses aos qual a classe está exposta: O advento do moto taxista, legal e ilegal, os ligeirinhos e o táxi lotação. Todos esses fatores têm contribuído para que o faturamento do taxista seja cada vez menor. Qual seria a saída para resolver essa situação? “O sindicalizado voltar para a sua entidade. Se ele resolver está perto do sindicato, nos teríamos um sindicato mais forte, uma classe unida e ai nossas reivindicações teriam bem mais peso”, Concluiu o presidente Liomar Ferreira, que se diz desanimado pela atual situação. E que teve o seu mandato renovado até 2012.
Por: Joilton Freitas
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