segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O velho Obama

No último dia 4 de novembro, o senador Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América. Um fato histórico não só para a nação mais potente do planeta, mas para a humanidade e principalmente para o povo negro. Sim, Obama é negro. Apesar de o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi o chamar “de bronzeadinho”.
Nas décadas de 50 e 60, explodia nos EUA o movimento por direitos civis. Tendo como principal líder Martin Luther King. A luta pela emancipação dos negros ganhava corpo em todo o território americano, principalmente, nas grandes cidades, até a emancipação concedida em 1964. Em 1968, o reverendo King é assassinado com um tiro na testa. Na época ele já encampava duas novas lutas: a luta pelos pobres e contra a guerra do Vietnã.
A morte de Luther King foi um alerta para a sociedade americana perceber que a nação caminhava para o abismo. As feridas da Guerra de Secessão que tinha mola mestre o fim da escravatura em estados sulistas e que dividiu o país entre yanques e confederados ainda não estavam completamente cicatrizadas, apesar de ocorrida a mais de um século.
Mesmo com a emancipação dos negros, com política de afirmação desenvolvida pelo governo federal, que consistia na reserva de cotas em universidades públicas e em cargos do governo, o sentimento segregacionista continua a imperar.
Com o passar dos anos, parece que o sentimento de supremacia anglo-saxão foi dissipando. Obama sentiu o momento e atacou mostrando que os Estados Unidos são feitos de brancos, negros, hispânicos e índios. “A nação precisa se unir para continuar forte”, diz Obama.
Através da boca de Obama, parece que quem fala é a voz de King que disse que seu sonho era que um dia nos Estados Unidos “o homem não seria julgado pela cor da sua pele e sim pelo seu caráter”. Obama encarna muito bem velhos sonhos. Obama não é o novo. Obama é o velho. Sim, o bom e velho Obama. Yes, We can. Sim, nós podemos.

Por Joilton Freitas

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns Joilton!

Estou tentando dos USA um botton do Obama para vc.. A Feira precisa saber que vc. foi o primeiro Baraquista por essas plagas.

A eleição do primeiro negro presidente dos USA haverá de influenciar e acelerar a nossa caminhada por um Brasil mais justo e menos desigual.

Abraço

Angelo Almeida